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domingo, 11 de dezembro de 2011

Quem é Friedrich W. Nietzsche?






EU EXISTO


  
  O meu coração parece explodir, É tanto abandono, que eu já me sinto abandonado,  vejo todas as relações, todas que meu olhar consegue perceber, são lamentações, discussões, descasos e acasos, românticas, e intrigas, alegres e passionais, as relações são tão diferentes, Somos únicos! Mais Olhe adiante e atentamente para os becos e pelas vielas, encontrará os desabrigados, vivos, ativos e humanos, assim como eu e tu, vivendo com o descaso e com a exclusão, com muito mais peso do que o peso que vivemos, sentido na pele a diferença das relações. sentindo na pele, solitariamente eles andam de rua em rua sobre a mesma estrela e sobre o mesmo mundo em que vivemos.   
  Os passos eu sinto eles, eu consigo entender o sentido de tudo isso, a noite está fria, estou congelando por dentro e por fora, más meu coração não para, eu sinto que ele bate e me esquenta, me sinto vivo! Sei que o tempo é necessário, e mais uma noite se vai e mais um dia  vem.
  E com o dia vem à esperança, ela parece tão ardida quanto o sol. Eu acredito em tudo isso, Eu quero ser único, quero que todos me vejam! Será que todos nós queremos ser Percebidos?      Será que necessitamos expressar nossa existência por todos os redores que alguém consegue nos Observar?  
  Vejo um novo Horizonte no conhecimento, vejo que um dia seremos todos Ouvidos e reconhecidos, independente do que falamos, seja bom ou ruim, construtivo ou não, independente da cor dos olhos ou da pele. O desespero se abate ao homem, ele se sente solitário e inexistente, e as relações mudam, aquilo que não pode ser ouvido com palavras, são expostas com brigas, e quando as palavras não falam o comportamento demonstra, o sol continua ardido e nos desperta do repouso para a vida.     
  Entretanto ainda não percebemos uns aos outros como diferentes e vivos, ativos que querem existir e ser ouvidos, por todos, Não vamos nos sentir dessa forma, “inexistente”, os becos e vielas não serão mais lugar para os andarilhos, os andarilhos serão todos!  
 Serão como eu e tu, e pela Igualdade viveremos no mesmo mundo de forma diferente, Porém seremos seres Existentes!

                                                                                                Wilson Roger C
  
  “Antropologia, filosofia e psicologia, a ciência não positivista é vida, o resto é apenas mecânico!”

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A Filosofia de Arthur Schopenhauer

Aspecto racional do homem . Para Schopenhauer, em vez de a razão definir o homem e "decifrar o enigma do mundo", são o corpo e o sentimento, o que ele chama de vontade, que permitem alcançar e dizer o sentido das coisas. A vontade é o que há de mais essencial no mundo; ela se manifesta em toda a natureza e nos corpos animais, independentemente de serem eles possuidores ou não da faculdade de razão. Todos os corpos do mundo fenomênico são considerados, nessa filosofia, como concretização de um mesmo querer que nunca cessa. A objetivação da vontade não escolhe se vai se manifestar no homem mais inteligente ou numa pedra. Desse modo, em se tratando de espécies, a diferença entre os seres humanos e os demais animais é quase insignificante, visto que tanto o homem quanto o animal têm por base uma mesma essência metafísica, a vontade de vida.
Além disso, o que faz com que a atenção dada por Schopenhauer ao corpo seja vista como determinante é o papel indispensável que este elemento tem na teoria do conhecimento do pensador. Ele acredita que a base da formação do nosso conhecimento racional não é racional, já que começa com as sensações corporais. O que o filósofo chama de representações empíricas só existem porque, anteriormente, o corpo informou dados dos objetos e sensações abafadas ao entendimento que organiza as representações. Nesse contexto, é importante levar em conta que o entendimento também faz parte do corpo do sujeito, já que é entendido como um órgão físico ou o próprio cérebro. Assim, em vez da racionalidade, como se fosse uma rainha do mundo, definir sozinha o conhecimento, ela se torna dependente dos dados corporais; só a partir desses dados a razão pode fazer algo.
Resumidamente, segundo Schopenhauer, ocorre o seguinte: por meio das afecções do corpo, o indivíduo enraíza-se no mundo e passa a intuí-lo pelo entendimento, gerando, assim, o conhecimento. Com efeito, se o indivíduo é sujeito do conhecimento, ele é também corpo. Assim, inserida no campo da discussão da cognoscibilidade humana, a noção de corpo concebida pelo pensador apresenta-se como determinante. Não mais se corre o risco da admissão de uma "cabeça de anjo alada" designando a mente do homem totalmente alheia a seu corpo, algo possível quando se considera apenas o domínio da abstração sem uma base corpórea.
Nesse sentido, se a fim de sustentar a sua teoria do conhecimento, Descartes tomou o cogito como determinante, estabelecendo a dualidade corpo/alma e o primado da res pensante sobre a res extensa; Schopenhauer, em vez de delimitar corpo e alma, une corpo e intelecto. Tanto o corpo quanto o intelecto são expressões de um mesmo em-si, que, acima de tudo, expressam algo que o pensamento e os conceitos não alcançam, a própria vontade.
O ponto de partida do conhecimento
A questão pode ser mais bem detalhada quando consideramos que o corpo é tomado pelo filósofo sob duas perspectivas. Uma que o considera como objeto imediato e outra que o vê como objeto mediato. Nesse sentido, "o entendimento nunca seria usado, caso não houvesse algo a mais, de onde ele partisse. E este algo consiste tão-somente nas sensações dos sentidos, a consciência imediata das mudanças do corpo, em virtude da qual este é objeto imediato."

Além disso, Schopenhauer salienta a que o corpo é a representação que constitui para o sujeito o ponto de partida para o conhecimento. O corpo é, pois, objeto imediato na medida em que é um mero conjunto de sensações dos sentidos que advêm da ação dos outros corpos sobre si. Nesse primeiro aspecto, o corpo designa propriamente a vontade porque cada ato de vontade corresponde a um movimento corporal; e, então, ele passa a ser - além de condição de possibilidade do conhecer - a chave para se descobrir ou se decifrar o "enigma do mundo". Contudo, esse mesmo corpo pode fornecer dados dele mesmo, na medida, por exemplo, em que os olhos veem suas partes e as mãos o podem tocar. Assim é que o corpo passa a ser, tal como os outros, objeto mediato, portanto, conhecido como representação na intuição do entendimento. Para que esse conhecimento ocorra é necessária, através do uso da lei da causalidade, a ação de uma de suas partes sobre as outras.
O autor faz uma ressalva quando toma o corpo como objeto imediato. O corpo não se dá propriamente como objeto por um motivo claro: é que Schopenhauer não o considera de um ponto de vista unilateral, ou seja, tão somente do ponto de vista do mundo como representação, o que justificava designá-lo como objeto, mas, além disso, passa a considerá-lo também a partir do mundo como vontade. De fato, principalmente a partir do Livro II de O Mundo como Vontade e como Representação, ações do corpo e atos da vontade passam a se identificar e, em razão disso, o corpo é também visto como Objeto da Vontade (Objektität des Willens). Assim é que o objeto imediato passa a ser visto por si mesmo e, mais ainda, esse outro modo de conhecimento passa a se distinguir do que é comum à representação. Com isso, a certa altura já não se tem mais tão-somente "sensações dos sentidos", ou seja, um mero meio para algo outro, mas a realidade externa. Esse mesmo meio passa a se definir como objeto e a sua figura corporal começa a ser desenhada, estando ela dotada de
Assim, o corpo, além de revelar a Vontade e ser objeto imediato, torna-se mais um objeto passível de conhecimento. É então que seus próprios membros podem se conhecer; uma mão vista ou um olho tocado e, ambos, situados espacialmente, tornam-se objetos mediatos, muito embora sejam eles também, na medida em que a mão ajuda na construção de outros objetos e o olho vê, objetos imediatos. Vê-se, pois, o motivo pelo qual, caso não houvesse a atuação do entendimento - um membro corporal determinante para a construção do conhecimento - não haveria também um mundo externo. Uma sensação por si mesma seria uma "coisa pobre", mera afecção dos sentidos. Enquanto tal, essas sensações não poderiam conter nada de objetivo, portanto, nada que se assemelhasse a uma intuição.

Desse modo, a realidade exterior a cada sujeito do conhecimento é um produto do entendimento, esse artesão que se serve das formas do princípio de razão e dos dados possibilitados pelo corpo e, com isso, oferece as representações intuitivas que se entrelaçam, formando a exterioridade. Por isso, o mundo efetivo não é um dependente da razão. Ao contrário, em vez de a razão oferecer algo, é o entendimento que, com as suas intuições empíricas possibilitadas pelo corpo, apresentase como a base do edifício das construções racionais e do conhecimento humano.

Ora, se a tarefa por excelência da filosofia é acercar-se de conceitos e com eles dar sentido ao mundo, Schopenhauer acolhe e destaca o que em essência é o avesso da abstração conceitual. Com isso, o perigo iminente da dispersão abstracionista diminui, já que os conceitos têm uma referência in concreto na realidade exterior; o pensamento provém do não pensado e, portanto, não toma este último como algo que não mereça atenção. Eis, pois, um elogio significativo ao corpo no interior da filosofia e - por que não - uma filosofia fincada no corpo.

sábado, 27 de agosto de 2011

Moral

                                          
                                                   
                              Moral

Sombra me guia para escuridão, sombra seja meu eu, e meu eu seja somente seu,
Que a lua que outrora, nunca nos rotula e nem mesmo nos machuca, somente entre ás estrelas e a luz do sol, que queima meu rosto e me tortura, seja o seu o meu viver, e que toda dor que me machuca, e que te machuca, se é a mesma dor a qual nascemos talvez seja á mesma Dor a qual choramos.
Respirar é tão difícil quanto viver no primeiro dia, primeiro dia de muitos, primeiro dia talvez de poucos, quem sou eu? Se não sou o dono da minha vida! Quem sou eu? Se nem ao menos guio meu destino! E quem é você?
Se todos nós juntos somos algo ruim!
Porque juntos e separados morremos e nos matamos, se juntos vivemos amargos dias, separados nos amarguramos, sobre a solidão, não ter ninguém, sem ser a nós mesmos!
E esse é o fim?
Faço das letras minha companhia e do som uma melodia, e da minha vida uma areia que escorre de um jarro ao outro, marcando o tempo que marquei, marcando o tempo que terei!
Que tempo é esse? Que não sei! É uma loucura determinar a vida, determinar o tempo, o que é loucura?
Se matamos e nem mesmo ligamos, o que é loucura?  Somos assassinos! O que é loucura?  Somos hipócritas! O que é loucura?  Os sentimentos se foram! O que é loucura? Se nos guiamos pela verdade a qual não encontramos!  É loucura é loucura é loucura, Não é? Não temos um retorno, se apenas olhamos! Se apenas apontamos! Se apenas dizemos! Se apenas eu vejo e você não vê, se somos o que somos é porque construímos o que somos!
Que silêncio é esse? Mas que risadas são essas? E qual é a sua felicidade? O que você procura se muitos morrem e muitos pagam as escolhas de poucos! Que cheiro é isso? Parece formidável, confortável, más sua essência é ruim, é desagradável não é mensurável e nem palpável é a moralidade pública, é a sua é a minha vida é a nossa, de todos nós, é a essência! É a vida!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Construindo a Personalidade




 Hoje em dia o carácter está escondido dentro da personalidade, personalidade que se tornou uma camuflagem, um desvio de carácter que não é  apresentado, usa-se realmente mais a personalidade do que o caráter?
  Certo dia, uma mãe leva sua filha de 8 anos ao psicólogo, e ao chegar lá diz: Que sua filha está muito assustada e medrosa ultimamente, principalmente no momento em que ela está de saída para o trabalho, indagado com aquilo, o psicólogo pergunta, - Más quem fica com sua filha ao sair de casa? A mãe com a maior segurança do mundo responde, - Meu marido!  Passa-se algum tempo que a mãe está levando a filha ao psicólogo, Então eis que surge a revelação, que a garotinha esta sendo abusada pelo pai, a mãe  indignada com a conclusão do psicólogo, retruca: - Ele é um marido excelente, sempre compromissado, alegre, ajuda as pessoas, um pai de família dedicado, como isso meu Deus? 
  Isso foi um exemplo que eu criei e que acontece não só no Brasil, como no mundo todo, percebem como a personalidade esconde o carácter? O pedófolo não mostra seu carácter antes mesmo de cometer o ato, pois ele é um portador, quando digo portador é porque ele porta sim, um "eu" construído, a partir do seu histórico de vida, dês dá infância e durante todas ás etapas da sua vida, carrega com ele algo que é reprimido pela sua realidade, e acobertado pela sua personalidade, aquilo que Ele quer mostrar para o outro seu sofrimento interno, a personalidade seria um mecanismo de defesa do doente? Ou uma válvula de escape do sofrimento? Ao invés de pensarmos assim, como seres racionais, a maioria veste uma camiseta contra a pedofilia e sai gritando nas ruas, procurando um culpado para o ato, e esquecem que todos são culpados pelo fato, que a sociedade tem uma grande culpa não só no caso da pedofilia, como em outras doenças psicológicas que não citarei aqui!
Nietzsche diz; Que a verdade não existe e que é uma metáfora e tudo é uma questão de interpretação, ou seja, para o fato do abuso ter acontecido isso nos leva a interpretar que o abusador pedófolo foi um dia abusado, isso nos da uma causa e efeito, qual será o efeito á criança que sofreu o abuso pelo próprio pai na infância? Skinner nos diz: -Que aprendemos a nomear nossos sentimentos, quando nos relacionamos com a sociedade, uma personalidade esta ai sendo criada com essa criança, conseguem me dizer que sentimento ela sentirá do pai quando estiver em uma fase do desenvolvimento cognitivo quase formado? O que nós passamos ao nosso próximo e de que forma passamos, não só o profissional psicólogo, mas toda classe social que nos influência e nos manipula sentimentalmente, a personalidade passou de uma expressão saudável para uma camuflagem dos nossos problemas psicológico.
  O Problema não é achar um culpado para isso, más trabalhar o que realmente somos, como diz; Carl Rogers, meu grande amigo, devemos centrar nossas qualidades e exercitar nosso carácter, expor o que somos para sabermos o que somos, a personalidade seria uma rival do carácter? Não! Digo não, pois um carácter construído de forma saudável, ele sempre, toma ou invade nossa personalidade. 
  Exemplo: Um ser calado, que na hora de um problema em algum grupo ou com algum amigo, decide quebrar o  Silêncio, ou seja, dar um pedaço de si ao próximo, para poder ajudá-lo, vêem como o carácter saudável, invadiu sua personalidade, de "sério e calado",  voltamos ao caso do pai que abusava da filha, vêem também como seu carácter invade sua personalidade, como uma forma de demonstrar  o seu "eu" construído, conseguem visualizar o problema, difícil não? Porém, não generalizo o que eu digo, mas quís demonstrar ao meu leitor que a personalidade pode ser uma camuflagem ou não, e que em nossa sociedade isso é imposto a nós, (uma personalidade construída pela sociedade civíl) que uma pessoa parar ser uma pessoa aceita, tem que ser alegre harmoniosa e por ai vai...  
   Como diz Emanuel Kant em seu Hiperativo categórico, temos o dever com o outro, o dever com a sociedade, quando nos acostumamos a ajudar em troca de algo, será que ajudamos porque queremos, ou para ter algo em troca simplesmente? Esquecemos muitas vezes de olhar para nós "mesmos" enquanto olhamos para o outro, colocamos tudo o que não conseguimos enxergar em nós, no outro!
 Não sou tão fã assim da linha Humanista, me vem um riso quando digo isso, Porém a personalidade é mais social do que humana! E o que falta é olharmos para o nosso eu e aceitarmos o que somos e as nossas capacidades, pois somos capazes de muitas coisas, devemos ser mais humanos do que sociais! Temos que pontencializar nossas potencias, se temos o potencial de ser pai então temos que desenvolver essa qualidade e um dia elevala ao potencial.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Exemplo de busca e determinação.

    Stephen William Hawking, CH, CBE, FRS, FRSA (Oxford, 8 de janeiro de 1942) é um físico teórico e cosmólogo britânico e um dos mais consagrados cientistas da atualidade. Doutor em cosmologia, foi professor lucasiano de matemática na Universidade de Cambridge (posto que foi ocupado por Isaac Newton). Depois de atingir a idade limite para o cargo, tornou-se professor lucasiano emérito daquela universidade.
Hawking tem uma distrofia neuromuscular, semelhante à esclerose amiotrófica lateral, cuja condição se agravou ao longo dos anos, e o deixou quase que completamente paralisado.

    Biografia

    Stephen William Hawking nasceu exatamente no aniversário de 300 anos da morte de Galileu. Seus pais eram Frank Hawking, um biólogo pesquisador que trabalhava como parasitólogo no Instituto Nacional de Pesquisa Médica de Londres, e Isabel Hawking. Teve duas irmãs mais novas, Philippa e Mary, e um irmão adotivo, Edward. Hawking sempre foi interessado por ciência. Em sua infância, quando ainda morava em St. Albans, estudou na St Albans High School for Girls [garotos até 10 anos eram educados em escolas para garotas] entre 1950 e 1953 - ele foi um bom aluno, mas não era considerado excepcional. Entrou, em 1959, na University College, Oxford, onde pretendia estudar matemática, conflitando com seu pai que gostaria que Stephen estudasse medicina. Como não pôde, por não ser disponível em tal universidade, optou então por física, formando-se três anos depois (1962). Seus principais interesses eram termodinâmica, relatividade e mecânica quântica. Obteve a graduação de doutorado na Trinity Hall em Cambridge no ano de 1966, onde é atualmente um membro honorário. Nesta época foi diagnosticada em Stephen W. Hawking a doença degenerativa ELA (esclerose lateral amiotrófica). Depois de obter doutorado, passou a ser investigador e, mais tarde, professor nos Colégios Maiores de Gonville e Caius. Depois de abandonar o Instituto de Astronomia em 1973, Stephen entrou para o Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica tendo, entre 1979 e 2009, ano em que atingiu a idade limite para o cargo, ocupado o posto de professor lucasiano de Matemática, cátedra que fora de Newton, sendo atualmente professor lucasiano emérito da Universidade de Cambridge.
    Hawking, em 5 de maio de 2006, durante a conferência de imprensa na Bibliothèque Nationale de France para inaugurar o Laboratório de Astronomia e Partículas em Paris e para lançar a versão em francês do seu trabalho "God Created the Integers".
       
    Casou-se pela primeira vez em julho de 1965 com Jane Wilde, separando-se em 1991. Seu segundo casamento realizou-se com sua enfermeira - Elaine Mason - em 16 de Setembro de 1995. Hawking continua combinando a vida em família (seus três filhos e um neto) e sua investigação em física teórica junto com um extenso programa de viagens e conferências. Hawking é portador de esclerose lateral amiotrófica (ELA) [4], uma rara doença degenerativa que paralisa os músculos do corpo sem, no entanto, atingir as funções cerebrais, sendo uma doença que ainda não possui cura. A doença foi detectada quando tinha 21 anos. Em 1985 teve que submeter-se a uma traqueostomia em decorrência do agravamento da ELA (ALS, sigla em inglês) após ter contraído pneumonia e, desde então, utiliza um sintetizador de voz para se comunicar. Gradualmente, foi perdendo o movimento dos seus braços e pernas, assim como do resto da musculatura voluntária, incluindo a força para manter a cabeça erguida, de modo que sua mobilidade é praticamente nula. Em 9 de janeiro de 1986, foi nomeado pelo papa João Paulo II membro da Pontifícia Academia das Ciências. Em 1993, participou de episódio da série Star Trek - A Nova Geração em cena em que é um holograma, conjuntamente com Newton e Einstein, jogando cartas com o personagem Data. Em 1994, participou da gravação do disco do Pink Floyd, The Division Bell, fazendo a voz digital em "Keep Talking". Fez algumas participações em Os Simpsons, Futurama, O Laboratório de Dexter, Os Padrinhos Mágicos, no cartoon Dilbert e em Superhero Movie. Recentemente fez uma participação numa propaganda do Discovery Channel chamada Eu amo o Mundo, onde ele disse "Boom De Ya Da"

     Religião

    Hawking se descreve como agnóstico. Ele repetidamente tem usado a palavra "Deus" em seus livros e discursos, mas segundo ele próprio, no sentido metafórico e relativo. Sua ex-esposa Jane já afirmou que durante o processo de divórcio, ele se descreveu como ateu. Hawking declarou que não é religioso no sentido comum, e que acredita que "o universo é governado pelas leis da ciência. As leis podem ter sido criadas por Deus, mas Deus não intervém para quebrar essas leis". Hawking comparou a ciência e a religião durante uma entrevista, dizendo "há uma diferença fundamental na religião, que se baseia na autoridade, e na ciência, que se baseia na observação e na razão. A ciência vai ganhar porque ela funciona". Em alguns trechos de seus livros, Hawking também parece seguir uma linha de pensamento baseado em Einstein ou em Leibniz, que se aproxima muito ao Deísmo. No livro "Uma breve história do tempo" ele cita que "tanto quanto o Universo teve um princípio, nós poderíamos supor que tenha um Criador". Ainda nesse livro, ele diz que "no entanto, se nós descobrirmos uma teoria completa...então nós conheceríamos a mente de Deus". Porém, em seu mais recente e polêmico livro "The Grand Design", Hawking contradiz suas antigas declarações sobre a ideia de um criador, e sugere que "Deus não tem mais lugar nas teorias sobre criação do universo, devido a uma série de avanços no campo da física". No livro, numa declaração controversa, afirma que "Por haver uma lei como a gravidade, o universo pode e irá criar a ele mesmo do nada. A criação espontânea é a razão pela qual algo existe ao invés de não existir nada, é a razão pela qual o universo existe, pela qual nós existimos", dizendo que o Big Bang foi simplesmente uma consequência da lei da gravidade. Hawking também cita a descoberta, feita em 1992, de um planeta que orbita uma estrela fora do Sistema Solar, como um marco contra a crença de Isaac Newton de que o universo não poderia ter surgido do caos.

     Obra

    Os principais campos de pesquisa de Hawking são cosmologia teórica e gravidade quântica. Em 1971, em colaboração com Roger Penrose, ele provou o primeiro de muitos teoremas de singularidade; tais teoremas fornecem um conjunto de condições suficientes para a existência de uma singularidade no espaço-tempo. Este trabalho demonstra que, longe de serem curiosidades matemáticas que aparecem apenas em casos especiais, singularidades são uma característica genérica da relatividade geral. Hawking também sugeriu que, após o Big Bang, primordiais ou miniburacos negros foram formados. Com Bardeen e Carter, ele propôs as quatro leis da mecânica de buraco negro, fazendo uma analogia com termodinâmica. Em 1974, ele calculou que buracos negros deveriam, termicamente, criar ou emitir partículas subatômicas, conhecidas como radiação Hawking, além disso, também demonstrou a possível existência de miniburacos negros. Hawking também participou dos primeiros desenvolvimentos da teoria da inflação cósmica no início da década 80 com outros físicos como Alan Guth, Andrei Linde e Paul Steinhardt, teoria que tinha como proposta a solução dos principais problemas do modelo padrão do Big Bang. O asteróide 7672 Hawking é assim chamado em sua homenagem.

     Livros

    • Breve História do Tempo: do Big Bang aos Buracos Negros (edição portuguesa de A brief history of time). Lisboa: Gradiva, 1988. ISBN: 972-662-010-4.
    • Uma Breve História do Tempo: do Big Bang aos Buracos Negros (edição brasileira de A brief history of time). Rio de Janeiro: Rocco, 1988.
    • Buracos Negros, Universos-Bebês e outros Ensaios. Porto: ASA, 1994. ISBN: 972-41-1508-9.
    • O Fim da Física. Lisboa: Gradiva, 1994. ISBN: 972-662-345-8.
    • A Natureza do Espaço e do Tempo (em co-autoria com Roger Penrose). Lisboa: Gradiva, 1996. ISBN: 972-662-466-0.
    • Breve História do Tempo Ilustrada. Curitiba: Editora Albert Einstein, 1997. Lisboa: Gradiva, 1998. ISBN: 972-662-511-4.
    • O Universo numa Casca de Noz. São Paulo: Mandarim, 2001. Lisboa: Gradiva, 2002. ISBN: 972-662-826-1.
    • O Futuro do Espaço-Tempo (em co-autoria com Alan Lightman, Kip Thorne, Igor Novikov e Timothy Ferris). São Paulo: Companhia das Letras, 2005. ISBN: 9788535906080.
    • Os Gênios da Ciência: Sobre os Ombros de Gigantes. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. ISBN: 85-352-1525-5.
    • Uma Nova História do Tempo (em co-autoria com Leonard Mlodinow: edição brasileira de A briefer history of time). Rio de Janeiro: Ediouro, 2005. ISBN: 85-00-01857-7.
    • Brevíssima História do Tempo (em co-autoria com Leonard Mlodinow: edição portuguesa de A briefer history of time). Lisboa: Gradiva, 2007. ISBN: 978-989-616-164-4.
    • George e o Segredo do Universo (em co-autoria com Lucy Hawking). Rio de Janeiro: Ediouro, 2007 (As idéias e conceitos de Física e Astrofísica de Hawking sobre o Universo, contadas em um enredo de aventura voltado para as crianças). ISBN: 978-85-00-02222-7.
    • The Grand Design (em co-autoria com Leonard Mlodinow). Nova York: Bantam Books, 2010. ISBN: 055-380-537-1. (sem versão em português)

          Prêmios, títulos e medalhas

    • 1975 – Medalha de “Eddington”.
    • 1976 – Medalha de “Hughes” da Royal Society.
    • 1979 – Medalha Albert Einstein.
    • 1982 – Ordem do Império Britânico (Comandante).
    • 1985 – Medalha de ouro da Royal Astronomical Society.
    • 1986 – Membro da Pontifícia Academia das Ciências.
    • 1988 – Prêmio em Física da Fundação Wolf.
    • 1989 – Prêmio "Príncipe das Astúrias" da Concórdia (contribuição à paz, entendimento, etc.).
    • 1989 – Título de "Companheiro de Honra", da Rainha Elizabeth II.
    • 1999 – Prêmio "Julius Edgar Lilienfeld" da Sociedade Americana de Física.
    • 2003 – Prêmio "Michelson Morley" da Case Western Reserve University.
    • 2006 – Medalha Copley da Royal Society.
  •           2009 - Medalha de “Presidential Medal of Freedom”

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O que é Filosofia?


 André entrega flores e uma carta de amor a Carol, dizem que André ama Carol. Jânio diz que é um homem livre justificando tal conquista graças à democracia do seu país. Laura diz que o namorado acusa-a de ser muito subjetiva e pede que ela seja mais objetiva como ele. Dizem que os seres humanos são seres sociais, políticos, seguem normas de conduta, leis, são racionais, possuem valores religiosos, artísticos, etc. Uma infinidade de elementos que fazem parte do nosso cotidiano são silenciosamente aceitas como óbvias.
Qualificamos e quantificamos as coisas. Mas ao invés de aceitar as coisas como dadas e prontas, como verdades ou mentiras, loucuras ou reais, boas ou más, etc., se perguntássemos por que André gosta de Carol? O que faz alguém gostar de outra pessoa? O que é o amor? O que é democracia? Como e por quê surgiu? O que é subjetividade e objetividade? É possível sermos objetivos? O que é ser racional? Por que acreditamos em valores? Como surgem os valores?…etc. – Uma infinitude de indagações como estas afastam o homem da vida cotidiana e das coisas tidas como óbvias para a reflexão, aproxima-o do que chamamos de adotar uma atitude filosófica.
Ao perguntarmos o que é Filosofia, Chauí (1995) nos responde que poderia ser a decisão de não aceitar as coisas como óbvias, as idéias, os fatos, as situações, os valores e os comportamentos; em síntese, Filosofia pode ser definida como a não aceitação dos elementos da existência humana sem antes havê-los investigados e compreendidos.

Atitude Filosófica
A atitude filosófica têm duas características, uma negativa e outra positiva. A negativa é dizer não ao senso comum, ao que é pré-concebido no cotidiano e tido como verdades aceitas porque todo mundo diz e pensa. A positiva é a interrogação sobre os elementos do cotidiano e da existência: O que é? Por que é? Como é?
Juntas, essas duas características da atitude filosófica constituem o que os filósofos chamam de atitude crítica ou pensamento crítico. Atitude crítica pode ser compreendida como tomar distância do nosso mundo costumeiro olhando-o como se nunca tivéssemos visto antes.

Para que a Filosofia?

 Muito cultuada entre os gregos da Antiga Grécia, hoje é comum encontrarmos pessoas dizendo que Filosofia é uma inutilidade; que o filósofo é aquele que fica pensando e dizendo coisas que ninguém entende. Tais estultices encontram suas razões no tecnicismo, feto não abortado do mundo Globalizado que costuma atribuir a razão de existência das coisas somente se elas tiverem utilidade à favor do acúmulo de riqueza e, fundamentalmente, seja a curto prazo.
Todos querem ver a utilidade da Ciência à curto prazo. Os resultados cultuados como bons são aqueles que podem ser empíricos e imediatos. As ciências no mundo globalizante têm as pretensões de acreditarem na existência da verdade, das técnicas e metodologias corretas e na tecnologia como status de racionalidade.
Perdem de vista que a Filosofia é a mais antiga de todas as Ciências. Todos os campos dos saberes têm sua gênese na Filosofia. A Ciência parte de questões já formuladas e respondidas pela Filosofia. Tais respostas encontradas não devem ser tidas enquanto verdades absolutas, mas como algo tido como uma representação válida para o fenômeno – do contrário cairia no senso comum das coisas tidas como óbvias.
Fora da Ciência, a Filosofia pode ser uma fonte de conhecimento que pode nos ensinar muito. Uma arte do bem-viver que questiona e tráz respostas que podem nos servir para conviver em melhor harmonia e honestidade com outros seres humanos.

Reflexão Filosófica
O elemento da Filosofia é o movimento de volta sobre si mesmo (dialeticidade). O pensamento surge e interroga a si mesmo. Indagando como é possível o próprio pensamento. Este movimento de indagar a si próprio, é reconhecida na Filosofia enquanto reflexão filosófica radical, que se organiza em três conjuntos de questões, descritos por Chauí (1995) como:
  1. Por que pensamos o que pensamos, dizemos o que dizemos e fazemos o que fazemos? (motivos, causas e razões)
  2. O que queremos pensar quando pensamos, o que queremos dizer quando falamos, o que queremos fazer quando agimos? (conteúdo e sentido)
  3. Para que pensamos o que pensamos, dizemos o que dizemos, fazemos o que fazemos? (intenção e finalidade)
Diferentemente da atitude filosófica que se dirige ao mundo que nos rodeia, indagando a essência, a significação e a origem de todas as coisas, a reflexão filosófica aponta seu pensamento aos seres humanos no ato da reflexão, perguntando sobre a capacidade e finalidade humana para agir e conhecer.

Filosofia é diferente de “filosofias”

Retomando a arte do bem-viver atribuída à Filosofia, podemos dizer que existem várias “filosofias”: a filosofia hindú, budista, religiosa, chinesa, etc. Tais filosofias, também perguntam o quê, o como e o por quê. Além de possuir uma reflexão, embora não seja a radical. – Então, o que distancia a Filosofia das “filosofias”?
As outras filosofias têm por trás uma entidade – ou entidades – que guia o homem e que dá significado e gênese as coisas. Tomando por exemplo o Cristianismo, verificamos que eles também estão em busca de uma comprensão do Universo, no entanto, se faz pela fé e na confiança em uma sabedoria divina inquestionável; ao contrário da Filosofia que é sistemática e busca as respostas através do esforço racional. Buscando um encadeamento lógico com exigência de fundamentação e, fundalmentalmente, o movimento de questionar as próprias idéias.
Portanto, reservamos o termo Filosofia para um método próprio de pensamento pautado no racionalismo; o confuncionismo, o Yin e o Yang, o mantra, as auras piramidais entre outras, são erroneamente chamadas de “filosofias”, cabendo a elas o termo “sabedoria”.

Epílogo
Acredito que o breve exposto não é o suficiente para atribuir utilidade à Filosofia em um momento histórico onde ela é sinônimo de inutilidade. Mas o que é útil? – Se tomarmos o senso comum no pós-modernismo, verificaremos que o útil é o que tráz riqueza e prestígio.
Filosofia não é uma ciência, não é história, não é política, não é arte, não é psicologia e nem sociologia; é uma reflexão crítica das ciências, dos acontecimentos no espaço e no tempo, das origens e natureza das formas de poder, dos sentidos e significados artísticos, dos conceitos e metodologias da psicologia, da sociologia e de todas as ciências. Filosofia é o conhecimento do conhecimento, situada em vários momentos históricos da humanidade.
Para Nietzsche é uma forma libertária do ser, superando os calabouços dos valores até então construídos. Para Schopenhauer, é uma forma de superação da dor e sofrimento da existência. Para Marx a filosofia deveria transformar o mundo trazendo justiça e felicidade para os seres humanos, em detrimento da filosofia que busca apenas conhecer o mundo. E no berço filosófico, encontramos Platão que definia a Filosofia como um saber verdadeiro para ser usado em benefício aos seres humanos.
Entre tantos significados e interpretações filosóficas diferentes, o útil da Filosofia você saberá se achar que for útil abandonar os preconceitos e crenças impregnados no senso comum e nas formas ideológicas que definem os elementos da vida e do mundo a favor de uns em detrimento dos outros.



Referências bibligráficas:
CHAUÍ, Marilena. Convite à filosofia. 5ª ed. São Paulo: Ática, 1996.
SCHOPENHAUER, Arthur. O Mundo como Vontade e Representação. Rio de Janeiro: Editora Contraponto, 2001.